Depois de muito sofrimento com as escolas de Salvador, eu um dia perguntei a Hugo (recém identificado aos 6 anos) como seria a escola ideal. Ele descreveu: uma escola sem professor, que a gente possa fazer o que a gente quer, e que seja feita pelos pais das crianças (o jeito dele dizer que ainda não está pronto para ser deixado com pessoas estranhas totalmente - criança de pandemia). As primeira exigência dele achei muito improvável, afinal, nas escolas sempre tem o professor (protagonista) a gente vai pra fazer o que os adultos querem e definiriam, existe uma agenda (pode aplicar todos os duplos sentidos que quiser). Enfim... Pesquisei a tal escola que ele queria. Descobri a Escola da Ponte e o legado de José Pacheco. E o mais legal: descobri que temos uma dessas aqui na Bahia! E cá estamos nós fazendo um intercâmbio de 1 mês numa escola livre, democrática e (plus) multisseriada. Começamos nesta segunda e estou encantada! Os pais são bem vindos para contribuir com a escola como deseja...
Meu querido Hugo, Quando comecei esse post, ontem ou anteontem, você estava com papai tocando violão na sala e eu no escritório querendo registrar algo sobre minha vida - infância e adolescência - que pode lhe ser útil. Estamos em casa desde o dia 17 de março de 2020 devido à pandemia do coronavírus. Somos eu, você, papai e vovó Fafá neste apartamento o tempo todinho. Mas sabe, está muito bom pra gente, pois vovó é aposentada e mamãe e papai tem empregos públicos estáveis. Papai continua orientando os alunos, mas não está dando aula (pelo menos não ainda) e mamãe está trabalhando também, com metas. Para muita gente, a situação não está fácil. Tento ajudar contribuindo com campanhas online, e oferecendo apoio a pessoas que nos prestavam serviços que não podem entregar agora. Tivemos muita sorte, viu. A situação poderia ser muito diferente, como está sendo para tanta gente. O isolamento em si não nos incomoda - de que outra forma estaríamos com você por todo o dia, todos os dias!? Pr...